
Ready Neutro & Leonardo Shankara vs Monsta: WTF está a acontecer?
Do «Bem-Vindo 2026» ao «Tio Kieza»: cronologia, disses, respostas, opinião pública e o novo capítulo de um beef que já está a produzir muito mais do que farpas.
Artista
Também creditado como Leo Shan, Pastor Leonardo Shankara
Rapper angolano ligado à YEBBA Entertainment desde a fase inicial da estrutura, com actividade documentada desde 2002 e uma escrita orientada para barras, confronto e narrativa pessoal.
Leonardo da Conceição, conhecido como Leonardo Shankara, começou no rap em 2002 e gravou a primeira faixa em 2004 na Raiva Produções, com Raiva e Dino Grill. Em 2013, quando tinha 21 anos, já era apresentado como um dos nomes da geração mais nova do rap angolano e como artista ligado à YEBBA Entertainment.
A relação com a YEBBA é estrutural no seu percurso. Shankara afirmou que cresceu com a label e participou na sua organização desde a fase em que o nome surgia sobretudo nas músicas de Ready Neutro. Essa ligação situa-o numa rede que inclui Elenco de Luxo, Ready Neutro e Extremo Signo, sem o reduzir a uma extensão desses artistas.
A discografia digital anterior à fase recente é fragmentada, mas existem registos claros de actividade ao longo da década de 2010. O SoundCloud do artista preserva material publicado em 2016 e 2017, enquanto «BALUMUKA», lançado em 2023 com Ti Zombo, Ready Neutro e Yannick Best, voltou a ligar o seu nome publicamente ao núcleo YEBBA.
Em 2026, Shankara regressou com força ao centro da discussão através de uma sequência de faixas de confronto. «Tó Aqui», «Baseado em factos reais (Viver de Cabrão Remix)», «Desconstruindo Narrativas» e «Dança do Caixão», esta última com Ready Neutro, pertencem ao contexto do beef que envolveu Monsta e a YEBBA.
«Desconstruindo Narrativas», lançado a 28 de Agosto de 2026, tem produção instrumental de Smash Midas, mistura e masterização de Domingos Ambriz e produção executiva de Leonardo Shankara, Ready Neutro e YEBBA Entertainment. Na própria letra, o artista volta a situar a primeira gravação em 2004 e usa elementos autobiográficos como parte da resposta.
A fase de 2026 não apaga o intervalo entre os primeiros anos e os lançamentos actuais. Pelo contrário, coloca esse percurso no centro da escrita: experiência profissional, formação, memória do movimento e rivalidade tornam-se material de rap. O arquivo RAP ARTE preserva essa continuidade sem transformar a sequência recente de diss tracks na totalidade da sua carreira.
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