Artista

Leonardo Wawuti

Também creditado como Grand L

MC, produtor e músico angolano ligado ao Conjunto Ngonguenha, com uma obra que cruza rap, spoken word, memória histórica e pesquisa sonora.

Origem
Luanda, Angola
Activo desde
Final dos anos 1990
Ligações
Conjunto Ngonguenha
Leonardo Wawuti

Biografia

Leonardo Wawuti é um músico, rapper e produtor angolano de Luanda cuja trajectória está ligada à formação do Conjunto Ngonguenha e a uma pesquisa musical que ultrapassa os limites do rap convencional. O seu percurso público remonta ao final da década de 1990 e início dos anos 2000, período em que desenvolveu trabalho ao lado de Keita Mayanda, Ikonoklasta e Conductor.

Dentro do Conjunto Ngonguenha, Wawuti participou na construção de uma linguagem que combinou samples da música angolana, comentário social, humor e experimentação. «Ngonguenhação» (2004) e «Nós os do Conjunto» (2010) tornaram-se marcos dessa fase. A sua contribuição não ficou limitada à voz: produção, instrumentos e arranjos aparecem associados ao seu trabalho ao longo da carreira.

A obra a solo começou cedo. «Basicamente Simples» data de 2001 e «Ltrospectivo» de 2006, antes de projectos como «Saia Rodada e Missangas» (2017), «3Ceiro» (2018) e «Noites, Cantos… Madrugada» (2019). Este último foi produzido por Wawuti e pelo irmão 7Xagas e combinou letras profundas, spoken word e instrumentais de construção menos convencional.

Em 2020, publicou «Viagens À Terras da Minha Cabeça» e, em 2023, «Entretanto, Umas Tantas!», prolongando uma discografia marcada por introspecção e procura formal. A relação com outros autores angolanos continua a atravessar o catálogo: Keita Mayanda, Conductor, Verbal Uzula, Damani Van Dunem e vários produtores aparecem em momentos diferentes.

«Ulume», lançado a 4 de Abril de 2025, reorganizou essa pesquisa em torno da relação histórica e cultural entre Angola, Brasil e a diáspora africana. O EP nasceu a partir da faixa «Ohossi» e de uma colaboração inicial com o produtor brasileiro Henrique Jonas. Quando essa produção não pôde continuar, Wawuti reconstruiu os instrumentais e transformou o processo num exercício de expansão do próprio vocabulário musical.

O projecto inclui Conductor, Keita Mayanda, Verbal Uzula e Damani Van Dunem. Em «Ulume», a negritude é personificada como uma entidade que atravessa séculos, ligando passado, presente e futuro. A fase recente mantém, assim, a linha que atravessa toda a obra de Wawuti: memória, identidade, experimentação e colaboração como partes de uma mesma prática artística.

RapSpoken wordMemóriaDiásporaProduçãoExperimentação

Discografia

Outros títulos

OhossiAzulViver Amar...Dia Não Mata Dia

Lançamentos do artista