Edgar Magalhães Lopes, conhecido como Deezy, vem de Benguela e construiu um catálogo próprio antes de a sua obra chegar ao formato de álbum. «Amo o Que Faço», com Telminha, já documentava em 2013 um rapper interessado em transformar vocação, ambição e experiência quotidiana em matéria de escrita.
«Tudo ao Mesmo Tempo», lançado em 2019, reuniu essa fase num álbum e colocou no mesmo espaço faixas de entrega frontal, refrões melódicos e momentos mais introspectivos. «Free», publicado como vídeo oficial do projecto, ajuda a documentar essa combinação. O catálogo inclui ainda fases como «Abençoado», «Ovelha Negra», «Relationship Goals» e outros trabalhos que antecedem a consolidação da SOS.
A criação da SOS acrescentou uma estrutura editorial e colectiva à carreira. «SOS Vol.1», de 2024, formalizou o nome num projecto e aproximou Deezy de uma rede de artistas que passou a circular também através da Sold Out Skwadd. A estrutura deixou de ser apenas marca pessoal e tornou-se plataforma para colaborações, produção e circulação de novos artistas.
«Intervenção Social», lançado a 11 de Novembro de 2025 pela Sold Out Skwadd, tem dez faixas. O alinhamento inclui Júnior Lisboa, Dada 2, Jimmy P, Phedilson, 12FUROS, DJ Callas, MASTA OGBIGBABE, Miss Tchamba e Mano Chaba. Faixas como «Choro do Povo», «Pão», «Todos Roubam» e «Verdadeira Fé» colocam observação social, sobrevivência e responsabilidade colectiva no centro do projecto.
Em 2026, Deezy publicou «Sos (Goating), Vol. 3», projecto de sete faixas lançado a 9 de Abril pela Sold Out Skwadd com distribuição da ONErpm. O disco inclui D Jovem, Raider Tckm, YoungK, Laylizzy, LURHANY, Rafael Beats, Tsunami, Vado Más Ki Ás, TheMisterDriver, MC Murilo, Ad, Miss Tchamba, Sublime 414 e Júnior Lisboa. A sequência mostra a SOS a funcionar simultaneamente como identidade artística e rede de colaboração.
A rede de Deezy atravessa diferentes núcleos do rap angolano. Prodígio aparece em «Máquina do Tempo»; Kelson Most Wanted partilha «Coringa»; MASTA OGBIGBABE entra em «Todos Roubam» e «Flores»; Altifridi liga-o ao universo dos antigos MOBBERS; e os projectos SOS aproximam-no de uma geração posterior. A carreira actual alterna catálogo próprio, projectos colectivos e colaboração entre Angola e a diáspora.