
Ready Neutro & Leonardo Shankara vs Monsta: WTF está a acontecer?
Do «Bem-Vindo 2026» ao «Tio Kieza»: cronologia, disses, respostas, opinião pública e o novo capítulo de um beef que já está a produzir muito mais do que farpas.
Artista
Também creditado como Luís Anderson
Rapper angolano ligado historicamente aos Dope Boyz e ao ecossistema Dope Muzik, com uma discografia que atravessa rap de rua, introspecção, relações e confronto lírico.
Monsta é um rapper angolano cujo percurso está profundamente ligado à Linha de Sintra, em Portugal, e à geração construída em torno da Força Suprema e da Dope Muzik. Fontes biográficas de arquivo identificam Luís Anderson como o nome por trás de Monsta e situam NGA como uma figura importante na sua formação artística. Monsta acabaria por integrar os Dope Boyz ao lado de Deezy, Prodígio e NGA, criando uma ligação duradoura com um dos núcleos mais influentes do rap angolano e lusófono.
A sua discografia a solo começou a ganhar forma durante a década de 2010. As plataformas digitais registam projectos como «D.o.p.e» em 2013, «Problema» em 2014, «Privilégio» em 2016 e «F.A.M.E» em 2018. Esse período inclui também a participação de Monsta em trabalhos colectivos da Dope Muzik. Em 2017, por exemplo, aparece em várias faixas de «Caveira», projecto construído no contexto do confronto entre Força Suprema / Dope Boyz e Projecto X.
A fase seguinte expandiu o catálogo em diferentes direcções. «Da Bwala» chegou em 2019, enquanto 2020 trouxe «Molly Love, A Cura Depois da Dor» e «Massacre D'Novembro». Esta última obra inclui «Beautiful», com NGA e Yuri da Cunha, mostrando uma vertente mais melódica e colaborativa ao lado do rap competitivo que também acompanha a carreira. Em 2022, «Os Distúrbios Mentais De Um Monstro» aprofundou a dimensão pessoal e introspectiva do seu trabalho.
Entre 2024 e 2025, Monsta entrou numa nova fase de actividade intensa. «NADA É COMO ANTES», de 2024, voltou a aproximá-lo musicalmente de Deezy e marcou um momento de maior autonomia na produção executiva. Em Fevereiro de 2025 lançou «Poção De Amor» com BECCAA. No final do mesmo ano, apresentou o álbum auto-intitulado «MONSTA» em colaboração com DJ Liu One: um projecto de 15 faixas com participações de Okenio M, Miz Trini, Lucas Pina, Chyna, Vilson, V-Lex Breezy e Masta OGBIGBABE.
Em 2026, Monsta voltou ao centro da conversa competitiva do rap angolano. «FYNTA», lançado em Março, foi apresentado pela imprensa do movimento como resposta às provocações associadas a Ready Neutro e Leonardo Shankara. Depois vieram «GAME OVER (Assunto Encerrado)», o EP «MAL ME QUERES» e, em Agosto, «Espírito Maciço», trabalho de seis faixas distribuído pela Altafonte. Essa sequência mostra duas faces que coexistem no catálogo recente: projectos ligados a relações e vulnerabilidade e uma recuperação explícita da postura de confronto e punchline.
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E.PMonsta · 2026
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Veteranos contra a geração que dominava o momento, provocações públicas, uma batalha que nunca aconteceu e oito faixas construídas como um funeral. Reconstruímos o beef entre Projecto X e Força Suprema — separando factos, versões e mito.